“Acaboooou! É TETRAA!”

tetra

No dia 17 de julho de 1994, o brasil dava fim ao jejum de 24 anos sem o título e se tornava o primeiro tetra campeão do mundo

Há quinze anos, a insegurança pairava entre os cidadãos brasileiros. Após duas décadas de ditadura, o primeiro presidente eleito pelo povo fracassara e sofrera impeachment. O mandato de seu suplente estava expirando, caminhávamos para novas eleições. A nova moeda nacional, quinta em cinco anos, ainda estava sob expectativa. O maior ídolo nacional do esporte falecera dois meses antes, em trágico acidente.

Mas a Copa do Mundo se aproximava, e a paixão nacional sempre foi sinônimo de festa. No entanto, a certeza de que éramos os melhores do mundo no futebol já não estava presente. A mágica do futebol arte – campeão em 1970 com Pelé, Gérson e Rivelino – sucumbira em 1982 – com a queda de Zico, Falcão e Sócrates. Para piorar, o pífio futebol apresentado na Copa anterior e uma sofrida classificação para este mundial não suscitavam grandes esperanças.

A Copa
Começada a Copa, o Brasil venceu bem seus dois primeiros adversários, Rússia e Camarões. No terceiro jogo, o alerta: empate com a Suécia. Mesmo assim, o Brasil se classificou em primeiro e enfrentaria a seleção anfitriã do torneio, os Estados Unidos, na simbólica data da independência norte-americana. Em jogo aguerrido, com um jogador expulso, a seleção canarinho despachou os donos da casa por 1 x 0.

Nas quartas de final, um jogaço: Brasil e Holanda. O placar só foi aberto no segundo tempo, em toque classudo de Romário. Bebeto ampliou logo depois e imortalizou a comemoração “nana nenê”. 2 x 0. Mas as câmeras ainda mostravam as celebrações no banco brasileiro quando a Holanda diminuiu. E pouco depois, empatou. Foi preciso uma caprichosa cobrança de falta de Branco – com providencial corta-luz de Romário – para definir o placar e a classificação para a semifinal.

O adversário no caminho da final era um conhecido da primeira fase, a Suécia (que não conseguimos vencer). Jogo tenso, nervoso, com o goleiro adversário fazendo graça. A 10 minutos do fim, o baixinho Romário subiu para fazer de cabeça e colocar o Brasil em uma final de Copa depois de 24 anos.

A seleção que decidiria o título contra a amarelinha era a mesma da final de 24 anos antes, a Itália, do então melhor jogador do mundo, Roberto Baggio. A história todos conhecem: o beijo que Pagliuca dá na trave, a defesa de Taffarel na disputa de pênaltis e a cobrança para fora de Baggio, seguida pelos incontidos gritos de Galvão Bueno: “Acaboooou! É TETRAA!”.

Éramos os melhores do mundo, depois de tanto tempo. Romário seria eleito o melhor jogador do mundo pela FIFA, feito até então inédito para brasileiros, abrindo caminho para Ronaldo, Rivaldo, Ronaldinho e Kaká. O Brasil venceria mais uma copa, ratificando sua excelência futebolística.

A nova moeda seria um sucesso, a democracia se estabilizaria, novos ídolos surgiriam.

Paulo Gomes, colaborador e macho alfa do Cromossomo Y

4 Respostas

  1. Esse dia foi mesmo fantástico. De penalti entao! Nao poderia ser mais sofrido!

    Adorei seu blog nostalgico!! Posso te adicionar no orkut?

    Um beijo!

    Luis Corvini Filho

  2. Muitoo bom!

    Lembro como se fosse hoje eu saindo na rua com o rosto metade verde e metade amarelo e gritando com meu pai!

  3. Foi demais, eu estava torcendo no quarto dos meus pais e quando o Baggio errou, pulei um monte na cama deles!!!
    Muito legal, colaborador macho alfaa uhahua
    bjoss
    Dani

  4. mto bem escrito…

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