Senna, o filme

Gênio, lenda, superestrela, ídolo absoluto dos anos 90. Dispensa qualquer introdução. O documentário Senna estreia dia 12 de novembro. O trailer é sensacional, vale a pena ver umas oito vezes, como bem disse o @brunellas.

“Se não disputarmos nas brechas, não somos mais pilotos”

Natalia Guaratto

Corinthians nos anos 90

Já que hoje só se fala do centenário, que tal relembrar o Corinthians nos anos 90?  Craques como Neto, Dinei, Edilson, Rincón, Vampeta, Gamarra, Marcelinho Carioca e Ricardinho fizeram história durante a década.  A Folha de S. Paulo fez uma galeria só com imagens do time nos anos 90.

Mas Libertadores mesmo ninguém viu, né, Marcelinho?

Natalia Guaratto

“Acaboooou! É TETRAA!”

tetra

No dia 17 de julho de 1994, o brasil dava fim ao jejum de 24 anos sem o título e se tornava o primeiro tetra campeão do mundo

Há quinze anos, a insegurança pairava entre os cidadãos brasileiros. Após duas décadas de ditadura, o primeiro presidente eleito pelo povo fracassara e sofrera impeachment. O mandato de seu suplente estava expirando, caminhávamos para novas eleições. A nova moeda nacional, quinta em cinco anos, ainda estava sob expectativa. O maior ídolo nacional do esporte falecera dois meses antes, em trágico acidente.

Mas a Copa do Mundo se aproximava, e a paixão nacional sempre foi sinônimo de festa. No entanto, a certeza de que éramos os melhores do mundo no futebol já não estava presente. A mágica do futebol arte – campeão em 1970 com Pelé, Gérson e Rivelino – sucumbira em 1982 – com a queda de Zico, Falcão e Sócrates. Para piorar, o pífio futebol apresentado na Copa anterior e uma sofrida classificação para este mundial não suscitavam grandes esperanças.

A Copa
Começada a Copa, o Brasil venceu bem seus dois primeiros adversários, Rússia e Camarões. No terceiro jogo, o alerta: empate com a Suécia. Mesmo assim, o Brasil se classificou em primeiro e enfrentaria a seleção anfitriã do torneio, os Estados Unidos, na simbólica data da independência norte-americana. Em jogo aguerrido, com um jogador expulso, a seleção canarinho despachou os donos da casa por 1 x 0.

Nas quartas de final, um jogaço: Brasil e Holanda. O placar só foi aberto no segundo tempo, em toque classudo de Romário. Bebeto ampliou logo depois e imortalizou a comemoração “nana nenê”. 2 x 0. Mas as câmeras ainda mostravam as celebrações no banco brasileiro quando a Holanda diminuiu. E pouco depois, empatou. Foi preciso uma caprichosa cobrança de falta de Branco – com providencial corta-luz de Romário – para definir o placar e a classificação para a semifinal.

O adversário no caminho da final era um conhecido da primeira fase, a Suécia (que não conseguimos vencer). Jogo tenso, nervoso, com o goleiro adversário fazendo graça. A 10 minutos do fim, o baixinho Romário subiu para fazer de cabeça e colocar o Brasil em uma final de Copa depois de 24 anos.

A seleção que decidiria o título contra a amarelinha era a mesma da final de 24 anos antes, a Itália, do então melhor jogador do mundo, Roberto Baggio. A história todos conhecem: o beijo que Pagliuca dá na trave, a defesa de Taffarel na disputa de pênaltis e a cobrança para fora de Baggio, seguida pelos incontidos gritos de Galvão Bueno: “Acaboooou! É TETRAA!”.

Éramos os melhores do mundo, depois de tanto tempo. Romário seria eleito o melhor jogador do mundo pela FIFA, feito até então inédito para brasileiros, abrindo caminho para Ronaldo, Rivaldo, Ronaldinho e Kaká. O Brasil venceria mais uma copa, ratificando sua excelência futebolística.

A nova moeda seria um sucesso, a democracia se estabilizaria, novos ídolos surgiriam.

Paulo Gomes, colaborador e macho alfa do Cromossomo Y

Só eu sei …

As poucas horas que me separam do momento mais esperado do ano pelos alunos das faculdades de comunicação e arte da cidade de São Paulo, o famoso JUCA, me fazem lembrar quando eu estava no ginásio e contava os dias para as Olimpíadas da escola.

Elas geralmente aconteciam em outubro e paralisavam com todas as atividades escolares. Todo mundo participava: Pais, mães, avós, avôs, tios, tias, primos, colegas, funcionários, professores…

O evento contava, além dos jogos, com apresentações artísticas e culturais em que a turma tinha que mostrar que sabia trabalhar em grupo e que conseguia organizar danças, teatros que pudessem acrescentar algo para quem participasse e, óbvio, também para quem assistisse.

Os professores eram os juízes e davam a pontuação conforme o regulamento. Cada turma tinha o seu representante que resolviam os problemas e ordenavam o que deveria ser feito no dia.

Era uma verdadeira aula de como viver em sociedade.

Mas, claro que o jogo era o momento ápice, pegava fogo. As torcidas tinham gritos de guerra, bandeira, camisa personalizada e todos os apetrechos necessários para fazer barulho e chamar atenção.

A rivalidade entre as classes era pior do que a do Corinthians e Palmeiras, ou então, Flamengo e Fluminense. Dava-se o sangue pelo time. Gritos, empurrões, táticas de jogos, time “A” e time “B”, a sensação era de estarmos numa Olimpíada de verdade. Tinha até abertura e encerramento!

A classe inteira participava. Quem não jogava, torcia. Aí de quem mexesse com alguém da turma, ali era “um por todos e todos por um”. 

E essa sensação de união é muito boa, a de “vamos lá time”, a de que não estamos sozinhos nessa faz muito bem…

E, agora, vamos Cáspeeeeeeeeeerrrrr para mais um JUCA!

Mariane Battistetti

 

Ayrton Senna do Brasil

senna11Há 15 anos morria Ayrton Senna. Ele foi um dos ícones do esporte brasileiro nos anos 90, não tinha como deixar de falar disso aqui hoje.

Foi em primeiro de maio de 1994 que ele bateu numa curva durante um GP na Itália. Lembro bem pouco. Mas não me esqueço da reação do meu pai diante do acidente. Foi chocante, muito triste.

Senna era tricampeão mundial e a grande promessa da fórmula 1 brasileira. Além disso, ele era muito carismático, as pessoas se identificavam com sua imagem e sentiam orgulho do seu bom desempenho.

A morte do ídolo foi destaque hoje em vários sites de notícia. Confira o que saiu na Folha, no UOL e no Estadão.

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* Gostando ou não de Galvão Bueno, quem não se lembra do grito dele: Ayrton, Ayrton Senna do Brasil!

Daniella Cornachione