Cultura pop dos anos 90 também está no NY Times!


Cena do filme Harry Potter e a Pedra Filosofal abre a galeria do jornal

Cena do filme Harry Potter e a Pedra Filosofal abre a galeria do jornal americano

Harry Potter, Spice Girls, Backstreet Boys, Britney Spears… todos estão nesta galeria feita pelo jornal americano The New York Times!

Para a Geração Y, diz o jornal, é a cultura pop do final dos anos 90 e início dos 2000 que causa aquela sensação de nostalgia e saudosismo.

A galeria tem 13 slides e começa com Harry Potter, passa por BSB, Britney, Spice, Eminem, terminando com a banda Blink 182 — aquela da música “All the small things”, lembra?

Faltou muita coisa na selação do jornal, mas nós aqui do Babalu é Califórnia nos encarregamos de nos lembrar do que foi destaque durante a década de 90. Afinal, relembrar é viver!

Daniella Cornachione

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Mantenha fora do alcance de crianças

xaropeNem só de alegrias é feita a vida de uma criança. Na infância, é quase uma regra adoecer várias vezes por ano. Catapora, sarampo, caxumba, gripes e resfriados em várias escalas são as doenças mais comuns, sem contar os milhares de machucados e contusões. Mas mesmo nessa hora, é possível se divertir.

Esse post é sobre uma das malandragens infantis mais manjadas de todos os tempos. Isso mesmo, a partir do momento que descobrimos a arte da chantagem, perdemos qualquer pudor em assustar nossas mães e inventamos uma dorzinha de cabeça ali, uma contusão aqui. Tudo por eles: os remédios mais gostosos que a indústria farmacêutica já produziu!

AAS – As mães o conhecem como Melhoral Infantil. Para nós é balinha rosa. É indicado para dores de cabeça. Basta um comprimidinho para ficar viciado e inventar sintomas diariamente.

Cataflan – Não confundir com a pomada ou o spray. Bom mesmo é o em gotas, de preferência infantil. É uma delícia, porém arriscado. Usar moderadamente, pois o frasco é pequeno, só 20 ml. As mães descobrem facilmente.

Celestamine – Xarope rosa que enfeitiça as crianças. Tem gosto de Danoninho, mas na verdade é indicado para o combate dos sintomas de alergia. O frasco é grande, então dá para fingir uma coceira por mais tempo.

Vick Vaporub – A família Vick é especialista em produzir remédios que viciam como o chazinho Vick Pirena. Mas a pomadinha com cheiro de menta vicia instantaneamente. Mesmo quando o nariz não está congestionado é comum encontrar usuários cheirando a embalagem compulsivamente.
 
Mas nenhum remédio era mais famoso que o Biotônico Fontoura. O xarope tupiniquim, que completa 100 anos em 2010, não era uma gostosura, não tinha eficácia comprovada, mas fazia a cabeça das nossas mães e prometia dar uma fome de leão. Para quem não lembra, segue um comercial de 1998 com ninguém menos que Sandy e Júnior como garotos-propaganda!

Natalia Guaratto

Mamonas Assassinas: quantcha alegria!

CD de estreia da banda - lançado pela EMI - vendeu 2,3 milhões de cópias

CD de estreia da banda - lançado pela EMI - vendeu 2,3 milhões de cópias

Um tempo atrás (10 anos ou mais), ganhei um passarinho de estimação do meu tio e o chamei de Dinho. Não foi só porque achava o nome legal, foi principalmente por causa do vocalista dos Mamonas Assassinas.  Os cinco rapazes de Guarulhos fizeram um baita sucesso com um rock debochado e muito divertido. As letras eram cheias de erros de português e falavam um monte de bobagens — bons tempos quando o politicamente correto ainda não imperava.

Antes de chamar a banda de Mamonas Assassinas e de produzir músicas próprias, os cinco integrantes, Dinho (vocal), Júlio (teclado), Samuel (contra-baixo), Bento (guitarra) e Sérgio (bateria), tocavam cover de rock e se apresentavam como Utopia.

Em 1995, já como Mamonas Assassinas, os caras insistiram com algumas gravadoras e receberam uma chance da EMI. O primeiro – e único – CD gravado em estúdio vendeu mais de 2 milhões de cópias.

Um dos jargões mais conhecidos resume bem a trajetória dos Mamonas: sucesso meteórico. Em dez meses os rapazes saíram da cena underground de Guarulhos para ter um dos cachês mais caros do país: 50 a 70 mil reais por show. Em 2 de março de 1996, voltando de uma apresentação em Brasília, o avião em que a banda estava se chocou contra a Serra da Cantareira.

Naquela época eu tinha só 8 anos. Eu me lembro de ter ficado superchateada com o acidente – eu era uma das crianças a quem os Mamonas tinham cativado. Hoje em dia, quando Robocop Gay toca em alguma balada (quase sempre toca nas da Cásper), todo mundo dança e se diverte, porque foi isso o que ficou da banda, a alegria e não a tragédia.

Documentário oficial ainda não tem previsão de chegar às telonas do país

Documentário oficial ainda não tem previsão de chegar às telonas do país

Documentário

Pra quem não acompanhou a trajetória da banda ou quer relembrá-la, um documentário promete emocionar: Mamonas, o Doc teve pré-estreia na semana passada, 4 de julho, na cidade de Guarulhos. Os conterrâneos dos meninos foram os primeiros a ter acesso ao material, que ainda não tem data prevista para chegar aos cinemas do resto do país.

Daniella Cornachione

Pourquoi ci, pourquoi ça!

jordy

Sucesso precoce: Jordy alcançou a fama mundial aos 4 anos

Desde que o Babalu é Califórnia entrou no ar que eu estava procurando um gancho para fazer um post sobre Jordy Lemoine, mas nada vinha à minha cabeça a não ser o refrão grudento da música “Dur Dur D’etre Bebe” (É duro ser bebê). A oportunidade perfeita surgiu quando lendo o Te dou um dado, eu me deparei com a notícia de que Jordy era o vencedor do reality show “La Ferme Célébrités 2”, a versão francesa de “A fazenda”, atualmente exibido na Record.

Jordy foi um bebê fofíssimo que estourou no ano de 1992, aos 4 anos,  com o single “Dur Dur D’etre Bebe”.  O pequeno astro entrou para o Guinnes Book como o cantor mais jovem da história a ter uma música em primeiro lugar nas paradas. Logo veio o álbum inicial “Pochette Surprise” e mais um hit: “Allison”. O sucesso se espalhou e o loirinho virou febre na Europa, no Japão e no Brasil.

Em 1993, Jordy pisou em terras brasileiras e chegou a se apresentar no Domingão do Faustão, com direito a um “Ô loco, meu, o francês que está fazendo a cabeça da galera” do apresentador. Em 1994, porém, os fãs tiveram que dar adeus ao astro mirim, pois a justiça francesa proibiu Jordy de se apresentar, alegando que seus pais exploravam a imagem do filho para enriquecer. A comprovação veio em 1996, quando a família inaugurou a atração temática “La ferme de Jordy” (A fazenda do Jordy ) que se revelou um fracasso comercial.

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Em 2006, Jordy retomou a carreira musical com o single "Não sou mais um Bebê"

Foram 10 anos no anonimato, até que em 2005, aos 17 anos e emancipado, Jordy voltou ao mundo da fama na segunda edição do reality show “La Ferme Célébrités”. E provando que as celebridades mirins ficam para sempre em nossos corações, levou o prêmio de 180 mil euros para uma instituição de caridade, além de uma quantia não divulgada para si mesmo.

Em 2006, Jordy voltou a lançar uma música, intitulada “Je ne suis plus un bébé” (Eu não sou mais um bebê). Hoje aos 21 anos e bem menos fofinho, ele continua investindo na carreira musical, é líder da banda de pop rock Jordy and the Dixies. O grupo faz sucesso na França, mas mundialmente Jordy ainda é conhecido como a criancinha que se declarava para a namorada Allison.

Para matar as saudades, aí vão os vídeos dos super sucessos do Jordy fofinho. E fica aí a dica para os organizadores do Ano da França no Brasil. O show ia bombar!

“É duro ser um bebê”

“Ti, ti, ti amo. I, i, i, i love you”

Natalia Guaratto

FE-BRES DOS ANOS 90 (04)

Aposta: todas as pessoas nascidas nos anos 90,  até mesmo nos anos 80, tiveram uma dessas.

Mola Maluca

Mola Maluca

A Mola Maluca era a diversão mais simples possível. Todos ficavam horas fazendo ela ir de um lado para o outro, com aquelas mil cores e o barulhinho inconfundível.

A versão de plástico, colorida, era muito frágil e logo se quebrava. Também existia a versão metálica, mas essa eu nunca tive.

Ah, sem esquecer do tempo que se  ‘perdia’ tentando fazer ela descer todos  os degraus da escada. Azar de quem morava em casa térrea né?

Com certeza ainda está disponível nas lojas da Rua 25 de Março, assim como quase tudo que a gente comenta por aqui.

Fernanda Abrão

Mario vs Sonic: o duelo dos anos 90

Os anos 90 podem não ter sido marcados pelo  surgimento dos videogames, mas certamente são considerados a Era de Ouro do entretenimento eletrônico, quando todos os padrões que hoje servem de modelo para a indústria dos games foram criados. No início da década, antes de Sony e Microsoft entrarem no ramo, o mercado dos videogames, principalmente dos consoles domésticos, foi palco de uma batalha entre as japonesas Nintendo e Sega.
 
Ainda nos anos 80, quando a primeira lançou seu primeiro console, o Nintendo Entertainment System (NES), de 8-bits, a segunda veio com o Master System. Já nos anos 90, a Nintendo incorporou um Super à frente do nome de sua primeira plataforma e deu vida ao Super NES, enquanto a Sega respondeu com o Mega Drive (Genesis, nos EUA), dando início à guerra da Era 16-bits.
 sega-sonic
mariobrosNão foi só nesse universo, entretanto, que as fabricantes disputavam o público. O maior símbolo da guerra entre Nintendo e Sega não são seus consoles, mas sim seus mascotes: Mario e Sonic.
 
O primeiro, um encanador baixinho e gorducho que salva princesas e come cogumelos para ficar “grandão”. O segundo, o ouriço azul mais rápido do mundo – que completou 18 anos no último dia 23. Graças a Mario, a Nintendo assumiu o topo do mercado dos games e só largou depois dos anos 2000, com a entrada da Sony e o PlayStation. E percebendo a popularidade do encanador, a Sega criou o ouriço para tentar rivalizar e recuperar o atraso ante as vendas sempre crescentes das plataformas da concorrente.
 
Na batalha dos mascotes, assim como nas vendas de consoles, a Nintendo sempre manteve-se à frente. Embora fossem jogos de mecânica parecida – side-scrollers com inimigos que eram derrotados ao pular em cima deles – Mario ganhou título atrás de título, sempre com inovações, novos personagens e qualidade sempre crescente. Os jogos de Sonic também eram muito bons para a época, mas não tinham a simpatia do encanador, e faltava algo mais que velocidade para o ouriço alcançar o mascote da Nintendo.
 
Os anos se passaram, e ambos tornaram-se ícones da cultura pop em todos os lugares do mundo. Qualquer pessoa de cabelo espetado era chamada de Sonic, em alusão aos espinhos do ouriço. Até que chegou o momento da modernização, e os mascotes fizeram suas passagens do 2D para o 3D com a chegada da Nova Geração – o Nintendo 64 e o Sega Dreamcast. Se Mario sempre esteve à frente, foi neste ponto em que definitivamente deixou o ouriço para trás.
 
O primeiro jogo em três dimensões de Mario, Super Mario 64, foi um sucesso absoluto e até hoje é considerado a maior referência dos games em termos de câmera e controles de jogos 3D. E foi neste ponto que Sonic tropeçou. O mérito do ouriço sempre foi sua principal característica, a velocidade, e foi nisso que os produtores investiram. Sonic Adventure, o primeiro três-dimensões do ouriço, era mais um jogo de corrida que de plataforma, no qual Sonic viajava em velocidades alucinantes por belos cenários coletando argolas. O formato não agradou aos fãs do ouriço, e o jogo, também por ser curto, decepcionou em termos de vendas.
 
mario_vs_sonicEm 2002, porém, foi quando parecia que o ouriço conheceria o fim de sua história. A Sega anunciou que não mais trabalharia com o console Dreamcast e fechou suas operações para hardware, dando a entender que Sonic não ganharia mais nenhum jogo. Para a alegria dos fãs, os games continuaram a ser produzidos, mas para os consoles concorrentes – Playstation, Xbox (da Microsoft) e, posteriormente, o Wii, da Nintendo, com o qual recuperou a liderança nas vendas. E é justamente nesse console que se dá um dos duelos mais esperados da história dos videogames, justamente entre os dois mascotes.
 
mario_sonic_1Durante a época em que batalhavam, muito se imaginou – e se sonhou – como seria um jogo que tivesse Mario e Sonic, ou mesmo uma batalha entre os dois. Pois o embate pode ser realizado de forma esportiva em Mario & Sonic at the Olympic Games, ou na porrada mesmo, em Super Smash Bros Brawl, no qual você coloca os dois mascotes para lutar.
Por mais que a Nintendo tenha sempre se mantido à frente da Sega e, posteriormente o inimaginável aconteceu (saíram jogos do Sonic para sua eterna rival, a Nintendo), ambos os mascotes dividem legiões sobre quem é o mais carismático da história dos videogames. Muitos personagens apareceram ao longo do tempo, mas nenhum deles simboliza suas marcas da forma como Mario e Sonic o fazem. Ambos são, indiscutivelmente, símbolos dos games não só nos anos 90, mas em toda a história dos jogos eletrônicos.

João Carioca –  colaborador e macho alfa do Cromossomo Y

Os casais mais marcantes de Malhação

malhacao95Primeira semana de férias da faculdade, muita falta do que fazer: nada como relembrar os tempos de colégio na qual o horário das 17h30 era sagrado e reservado especialmente para um programa de televisão: Malhação. Cai na tentação e assisti o capítulo inteiro nesta segunda-feira. Não me empolguei nada com a atual versão, mas não deu para não morrer de saudades da novelinha!

Quando Lulu Santos começava “Ainda vai levar um tempo, para fechar o que feriu por dentro”, ou para quem pegou umas temporadas mais tarde, quando o Charlie Brown Jr começava “Tive pensando em me mudar, sem te deixar para trás, yeah” era hora de parar tudo e sentar na frente da TV para acompanhar as altas confusões dos adolescentes em ebulição.

Tomada pelo espírito nostálgico, resolvi fazer de cabeça uma retrospectiva dos casais de Malhação – que com uma devida ajuda do Google, afinal ninguém é de ferro – deu na seguinte lista. E para vocês, quem foram os protagonistas mais marcantes?

luisaedado1996 – A primeira temporada que eu acompanhei foi a que tinha Luisa e Dado como protagonistas. O casal era interpretado por Fernanda Rodigues e Cláudio Henrich. Malhação ainda se passava na academia e Dado, o professor de judô, era a sensação.

 

tatierodrigo1999 – Foi a estreia da segunda geração da novelinha, que tinha passado por um temporada como um show interativo e voltava com Tati (Priscila Fantin) e Rodrigo (Mário Frias) nos papéis principais. Foi nessa temporada que a música “Te levar” da banda Charlie Brown Jr virou tema de abertura. Nesse ano a novelinha também contou com o casal de malvados Érica (Samara Felippo) e Touro (Roger Gobeth), também inesquecíveis.

ludmilladayer2000 – O quarteto da temporada passada continuou, mas a história principal deu lugar para Joana e Marcelo, vividos por Fábio Azevedo e Ludmila Dayer, que eram atormentados pela vilã e patricinha Bia, interpretada por Fernanda Nobre. Nessa temporada, o esporte abordado pela novela foi o futebol feminino. Nunca esqueço a cena em que Joana humilha o técnico Guto do time masculino nas embaixadinhas! Sensacional! Foi nessa temporada também que o lendário Cabeção entrou para o elenco da novelinha!

 

gui e nanda2001 – Nanda (Rafaela Mandelli) e Gui (Iran Malfitano) foram os protagonistas dessa temporada. Eles eram amigos de infância e ela sempre gostou dele, mas era vista como irmã e além do mais usava aparelho e óculos de grau. Nanda e Gui eram atormentados pela vilã Valéria, que até inventou que estava grávida para separar o casal. No fim, deu tudo certo e eles acabaram se casando.

pedroejulia2002 – Foi a minha temporada preferida, o par romântico principal era Pedro (Henri Castelli) e Julia (Juliana Silveira). Eles tiveram várias idas e vindas e viviam um amor proibido à la Romeu e Julieta, já que as famílias se odiavam. Ainda sofriam com as maldades da vilã Thaissa (Bárbara Borges). Achava lindo quando Pedro e Julia se encontravam e rolava “With Arms Wide Open” do Creed.

gustavoeleticia2004 – Foi última temporada que eu acompanhei com frequência e também foi bem legal. O casal principal era formado por Letícia (Juliana Didone), uma garota super engajada, e Gustavo, o bad boy vocalista da Vagabanda. A vilã da vez era Natasha (Marjorie Estiano). Quem não se lembra do hit “Você sempre será?”

 

Malhação está no ar desde 1995 e exibe atualmente a sua décima-sexta temporada. Para quem quiser relembrar mais personagens, tem muita coisa na internet. Basta dar um google. Fiz uma verdadeira viagem no tempo aqui!

Natalia Guaratto